Com esta exposição pretendeu-se apresentar os resultados dos trabalhos arqueológicos que tiveram lugar, nos últimos anos, na baía de Lagos, mostrando-se, igualmente, os espólios de época romana que os estudos levados a efeito no século XIX e início do XX tinham permitido recuperar.

Laccobriga: a ocupação romana na baía de Lagos

31 de Março a 9 de Maio 2007
Centro Cultural de Lagos
Programação: Alexandre Barata
Comissário científico: Ana Arruda
Museologia: Rui Parreira

A execução deste projecto foi possível graças à equipe da Câmara Municipal de Lagos, com a qual trabalhei enquanto estive como produtor de exposições do Centro Cultural de Lagos entre 2005 e 2008.

O projecto foi desenvolvido em estreita colaboração com a Arqueóloga da Câmara Municipal de Lagos Elena Móran e com Rui Parreira, com quem trabalhei em várias frentes de acção, desenvolvendo o Design Gráfico, Museografia e outras tantas tarefas.

A exposição foi acompanhada por um catálogo de 80 páginas.

Com esta exposição pretendeu-se apresentar os resultados dos trabalhos arqueológicos que tiveram lugar, nos últimos anos, na baía de Lagos, mostrando-se, igualmente, os espólios de época romana que os estudos levados a efeito no século XIX e início do XX tinham permitido recuperar.

A investigação que tem sido desenvolvida recentemente permite que se admita que o Monte Molião terá sido o núcleo inicial de LACCOBRIGA, tendo assumido papel estruturante na organização do território da região, quando, com o fim da guerra Lusitano/Romana, se colonizaram as terras em seu redor e surgiram outros núcleos habitacionais, quer no litoral, junto à baía, quer no interior, ao longo da Ribeira de Bensafrim.

São esses vestígios da integração desta área no Império Romano, que ocorreu entre o século II a.C. e o VI d.C., agora encontrados, e outros decorrentes de trabalhos mais antigos, que se reúnem no CCL.

Com esta exposição, Lagos fica melhor caracterizada. A cidade é fruto de muitas histórias e de muitos povos que se cruzaram no passado, que continuam a encontrar-se no presente, e que dão sentido a novas descobertas, que hoje esperamos mais pacíficas e principalmente mais culturais.