Esta exposição, inserida na programação da Faro Capital Nacional da Cultura, pretende mostrar ao público um período “heróico da vida cultural-artística de Lagos e seus protagonistas, perceber a cidade, a sua paisagem, a sua energia, ajudar a pensá-la como centro receptor e difusor de ideias”, como refere João Pinharanda, comissário da exposição, no texto de divulgação da mesma.

Lagos anos 60-80: Bravo, Cutileiro, Lapa e Palolo

9 a 27 de Agosto de 2005
Programação: Alexandre Barata
Curadoria: João Pinharanda
Produção: Jorge Rocha

Esta exposição, inserida na programação da Faro Capital Nacional da Cultura, pretende mostrar ao público um período “heróico da vida cultural-artística de Lagos e seus protagonistas, perceber a cidade, a sua paisagem, a sua energia, ajudar a pensá-la como centro receptor e difusor de ideias”, como refere João Pinharanda, comissário da exposição, no texto de divulgação da mesma.
Apresentando diversas obras destes quatro artistas realizadas ou inspiradas em Lagos durante o período de 1960 a 1980, esta exposição pretende salientar a presença da cidade na obra de quatro dos mais significativos artistas portugueses da geração revelada na década de 60. Através das obras expostas o público pode procurar o que persiste de Lagos nos trabalhos de Bravo, Cutileiro, Lapa e Palolo.
Vindos de diversos pontos do país e com formações distintas, estes quatro artistas fixaram-se em Lagos por motivos diversos numa época em que muitos preferiam rumar para fora do país.
Em Lagos, Cutileiro desenvolveu a sua obra da maturidade e é a partir da cidade que a sua obra se impõe a nível nacional e internacional. Para Palolo, a cidade era um local de repouso que acabou também por marcar as suas obras. Lapa retrata mais claramente a cidade, as suas praias, as falésias ou as casas, e também na obra de Bravo a paisagem de Lagos é determinante.
A Lagos, afirma João Pinharanda, estes artistas “nada devem”, mas ao mesmo tempo “tudo devem pelo modo como a cidade e o seu entorno, última fronteira, lhes permitiu concretizar o raro sonho de sobreviverem livres num país sem liberdade”.
Nesta exposição Lagos surge enquadrada no mapa cultural nacional ao longo de três décadas, e através das obras destas quatro figuras os organizadores pretendem descortinar em que medida a cidade se manteve sempre como lugar periférico ou se alcançou alguma centralidade durante este período.

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