s obras de António Alonso revelam uma “…força construída de cores explosivas, de formas, de ritmos, esteticamente resolvidos pelas vivências dos espaços que influenciam a sua decisão artística”.

Viagens e outras Áfricas

António Alonso
Museu Municipal de Tavira (Palácio da Galeria)
13 de Fevereiro a 30 de Abril de 2010
alonso
Viagens e outras Áfricas foi uma exposição, que contou com a colaboração do LAC – Laboratório de Actividades Criativas de Lagos. Foi o resultado de um trabalho de um artista que nos últimos anos tem desenvolvido uma intensa produção de pinturas conceptualmente influenciadas pelas sensações e visualizações das suas experiências de viagem.

As obras de António Alonso revelam uma “…força construída de cores explosivas, de formas, de ritmos, esteticamente resolvidos pelas vivências dos espaços que influenciam a sua decisão artística”. O artista assume ainda que ter vivido a sua infância num outro continente influencia o seu processo criativo e que dele brotam interferências representadas nas Áfricas das suas cores.

António Alonso nasceu em 1960 em Dalatando/ Angola. Vive em Barão de São João, Lagos, local onde criou o Atelier da Casa Redonda. Tem desenvolvido um percurso singular na região algarvia, com uma produção constante onde assume a pintura com intensidade.

Do seu percurso artístico, destaca-se: “Pinturas da Casa Redonda”, Centro Cultural de Lagos, 2005; Registos, Galeria Novo Século, Lisboarte 2007; Residência com os Rabelados, Ilha de Santiago, Cabo Verde; Criação de dois murais na DesignFesta Gallery em Harajuku Tóquio.

“Num dos encontros que antecederam a construção desta exposição, Alonso descreveu… “esta exposição apresenta diferentes formas que resultam de sensações e de visualizações de um planisfério criado mais ou menos ao acaso…”. E quis a força do acaso que percorresse a América Latina, Cabo Verde, o Japão e Nova Iorque.
Nestes lugares experienciou emotivamente um mundo de sensações, revivendo as suas raízes. Porque as mangas e os abacates não existem apenas em Angola e as passagens pelos trópicos foram, para si, um reencontro com África, influindo na construção de um conjunto de obras que dão corpo ao primeiro núcleo desta exposição.”
 
Jorge Rocha (curador da exposição), In Catálogo da Exposição